Ideograma antigo

Entendido como: caminhar na união céu-terra-seres, com o tempo/espaço, na quietude e paz, para encontrar a fluidez e naturalidade de si próprio.


Ideograma atual


A tradução literal de Tao é caminho, compreendido em três aspectos:

I. O Caminho (o potencial)
II. O Caminhante (a manifestação)
III. O ato de caminhar (o movimento)

O TAO representa o Absoluto, o elo de todos os tempos, e compreende em si a essência (ou potencial), a manifestação e a aparência (o movimento).

"O Tao gera o Um
O Um gera o Dois
O Dois gera o Três
O Três gera todas as coisas..."]

TAO TE CHING

O Tao é a fonte primordial que plasma o QI (o sopro) ou energia: o Um. O QI ao se manifestar decodifica-se nas energia Yin e Yang: o Dois. Depois de manifestas as forças opostas e complementares (Yin e Yang), o Tao volta a agregá-las, mantendo assim uma unidade dinâmica, que os antigos chineses denominaram TAI QI (Sublime Extremidade).
O Yin e Yang deram origem ao céu e a terra, que por sua vez deram origem aos seres. Céu, terra e seres são "o Três" que permitem toda diversidade de manifestações (as 10 mil coisas, ou todas as coisas) dentro da unidade agregada: o Macrocosmo.
Assim o TAI QI é a Unidade Primordial manifesta, sobre o Eterno Vazio Potencial - WU QI, através do absoluto - o TAO.

WU QI (Extremidade inexistente)
Círculo representando o vazio, o "pano de fundo" sobre o qual toda manifestação ocorre. Energia QI em potencial ou imanifesta.

YIN YANG TAI QI (Sublime Extremidade)
A manifestação do QI (energia), decodificada nas duas forças opostas e complementares.


Cada força (Yin e Yang) tem uma oscilação, não é definitiva, reta, o que sugeriria uma ação de oposição sem complementareidade: o "isto ou aquilo", a "vida ou a morte", o "oito ou oitenta". Estas oposições lineares representam a negação de um aspecto para a vivência do outro.
Na visão cíclica, há uma oscilação interligando as forças opostas, garantindo assim a dinâmica complementar.
Dentro do ativo, ou masculino (Yang) existe um broto do receptivo, ou feminino (Yin), e vice-versa. Na escuridão da noite (Yin) existem pequenos brotos de luz (Yang) no céu, assim como onde há a claridade (Yang), haverá a sombra (Yin).
Assim os chineses observaram o jovem Yin dentro de Yang, e o jovem Yang dentro de Yin, que constituem o portal de transformação de uma força na outra. Esse processo cíclico é representado no símbolo do TAI QI, que é a base para todo o tipo de avaliação e regulação energética.